domingo, 18 de outubro de 2009

O futuro da TV por assinatura

As emissoras de TV por assinatura surgiram no Brasil no início da década de 90. De lá para cá foram muitas mudanças e desafios que o setor enfrentou até encontrar a sua consolidação. Do modelo inicial muita coisa ainda permanece, mas a cada dia surgem novos serviços e complementos transformando as emissoras em verdadeiras centrais de entretenimento.

Sempre de olho nas novidades e tendências do setor tecnológico, o Portal Baixaki foi pesquisar quais são as tendências do segmento para os próximos anos – e quais são as funções complementares que devem surgir na sua telinha muito em breve, se já não fazem parte do seu dia a dia.

TV paga no Brasil

Em 2010, a chegada das TVs por assinatura no Brasil completa 20 anos. Desde julho de 1990, quando à época no governo de Fernando Collor de Mello foram liberadas as primeiras concessões no Brasil até os dias de hoje, a TV por assinatura não conseguiu se tornar um fenômeno popular como outros veículos e mídias.

Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), órgão que regula o setor no país, o número de assinantes de TV a cabo é de 6,6 milhões. Desse número 62,2% utilizam a tecnologia convencional de transmissão a cabo; 32,62% utilizam DTH (satélite); 4,41% utilizam MMDS (micro-ondas); e apenas 0,01% assinam TVAs (UHF).

TV por assinatura tem quase 7 milhões de assinantes no país


O valor representa pouco mais de 7% dos domicílios brasileiros. Países vizinhos, como a Argentina e o Paraguai, chegam a contemplar 56% e 20% das residências com TV por assinatura, respectivamente. No entanto, embora pequenos, os números têm apresentado um crescimento ao longo dos anos e a expectativa das empresas do setor é que continuem subindo.

Transmissão HD – novas possibilidades

Estima-se que hoje no Brasil já existam cerca de 100 mil assinantes de pacotes HD de transmissão de TV. O otimismo do setor cresce com o aumento das vendas de televisores Full HD e com a chegada da Copa do Mundo em 2010 – período em que habitualmente as vendas de aparelhos de TV aumentam no país.

Com o aumento potencial de público – em geral de classes mais altas – cresce também o número de serviços complementares e, por que não dizer, personalizados para cada tipo de consumidor. Conheça algumas das novidades em termos de produtos e serviços.

Vídeo Calibragem

Graças a uma parceria com a THX, empresa de George Lucas referência mundial no desenvolvimento de tecnologias para a indústria cinematográfica, a Sky oferta desde o mês de agosto em São Paulo um serviço de calibragem de vídeo.

Pagando uma pequena taxa, o assinante recebe em sua casa a visita de um técnico especializado que irá ajustar, com instrumentos específicos, a imagem do aparelho de TV de acordo com as características do ambiente. A ideia é que o usuário possa desfrutar de qualidade máxima de imagem a partir da configuração personalizada de sete itens: brilho, contraste, nitidez, cor, matiz, backlight (luz de fundo) e RGB (níveis de vermelho, azul e verde).

Qualidade de imagem é aposta das operadoras


Os padrões seguidos pelos técnicos são os mesmos adotados pela Society of Motion Pictures and Television Engineers, responsável pela normatização de um padrão de qualidade internacional.

“Acreditamos que o serviço de Vídeo Calibragem Sky será atrativo para toda a base de clientes do serviço HD uma vez que oferece benefícios tangíveis como melhoria na experiência de assistir à TV, na extensão da vida útil do aparelho e na economia de energia (um televisor de LCD que recebe a Vídeo Calibragem reduz em média 30% o seu consumo de energia, o que representa R$ 80,00 por ano de economia). Além disso, a calibragem proporciona maior conforto visual. O telespectador terá a melhor experiência visual que a sua TV pode proporcionar e verá as imagens exatamente como foram criadas em estúdio”, diz Eduardo Belham, diretor de inovações da Sky e responsável pela implantação do serviço no país.

Receptor para TV Aberta Local Digital

Outra novidade é o “Sky HD de canais abertos”, receptor que permite ao assinante sintonizar localmente os sinais da TV Aberta digital. O aparelho é acoplado ao atual receptor da operadora por meio de uma entrada USB.

Para ter acesso ao novo serviço, é preciso pagar uma taxa mensal extra ou, caso o assinante prefira, adquirir o aparelho. Os benefícios deste sistema já podem ser usufruídos por moradores de 18 cidades brasileiras: São Paulo, Campinas, São José do Rio Preto, Santos, Salvador, Fortaleza, Vitória, Teresina, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Rio de Janeiro, Uberlândia, Belo Horizonte, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia e Brasília.

Conexão direta para HDs Externos

A TVA, ausente do mercado HD, planeja sua volta ao segmento para 2010, trazendo também algumas novidades. Uma delas é um novo decoder de alta definição com suporte e conexão direta para HDs externos. O acessório permitirá ao usuário armazenar seus programas favoritos no HD e transportá-los para assistir em qualquer outro lugar.

A mesma solução já vem sendo ventilada pela NET que estuda alguma forma de conexão do seu decoder, o HD Max, com HDs externos. No entanto ainda não há uma data definida para implantação de um sistema do gênero.

Media Center via controle remoto

Em agosto deste ano foi realizada em São Paulo mais uma edição da ABTA 09, principal evento do setor no país. Entre diversas novidades que chamaram atenção do público, uma delas foi um painel touchscreen que se comunica via WiFi com o computador.

Controle total de programação ao seu alcance


Além de funções como reprodução de áudio, vídeo e imagens, a tela portátil permitirá o usuário acessar a web e escolher suas opções de programação pelo dispositivo, transformando-o em uma espécie de controle remoto com media center para os assinantes da empresa. O produto será colocado em fase de testes pela Net até o final desse ano em São Paulo.

Qualidade e interatividade

Como você pôde perceber pelas novidades anunciadas, qualidade de imagem e comodidade para o espectador parecem ser as duas maiores tendências e apostas das operadoras brasileiras para os próximos anos. Mais do que ganhar novos assinantes – missão que obviamente nunca será deixada de lado – a ideia é agregar valor com novos serviços e produtos para os usuários que já dispõem do serviço.

No entanto, assim como a popularização do formato blu-ray e da TV digital, muitas dessas inovações ainda esbarram no fato de a maioria dos espectadores não terem aparelho de TV Full HD. A tendência é que, já a partir deste ano, ocorra um aumento significativo nas vendas desses aparelhos e, com isso, haja uma queda no custo unitário dos produtos, acelerando a sua popularização.

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