domingo, 20 de setembro de 2009

Car Tech: lâmpadas de alta performance da Philips

Nada de adaptações ilegais, estes dois acessórios prometem aumentar a visibilidade e o conforto ao dirigir à noite com lâmpadas comuns.

A iluminação do veículo não é mera questão estética, está intimamente ligada à segurança do condutor. Depois da polêmica causada pelos faróis de xênon, novas tecnologias procuram aumentar a visibilidade sem comprometer conforto dos demais motoristas. Pensando nisso, a Philips está lançando no Brasil sua nova linha de lâmpadas automotivas que garantem maior visibilidade e feixes de tonalidades distintas.

Além de atenderam às especificações do Código Brasileiro de Trânsito, tanto a Xtreme Power quanto a Night Guide podem ser instaladas em qualquer veículo sem quaisquer modificações.

Uma solução adotada indiscriminadamente pelos condutores para aumentar a visibilidade dos automóveis foram os kits de xênon. A luminosidade produzida pelas lâmpadas era incrivelmente superior às convencionais, mas acontece que quando aplicadas em veículos sem o devido preparo, acabavam prejudicando a visibilidade dos demais condutores.

Seu carango não pode mais contar com o kit xenon

Atendendo a inúmeras denúncias de motoristas, em janeiro de 2009 a Cotran restringiu o uso de tal sistema a veículos dotados de limpadores de farol e regulagem automática da iluminação, acessórios que só acompanham veículos de luxo. A adaptação que antes poderia custar menos de R$ 200,00, agora pode resultar na apreensão do veículo e multa quando aplicado fora das montadoras.

Um filamento interno de alta resistência protegido por um vidro de quartzo anti-UV e mais um revestimento anti-reflexo proporcionam uma luminosidade até 80% maior que uma lâmpada convencional. Graças a estabilidade fornecida pelos revestimentos, a temperatura da cor de 3200 k de uma lâmpada comum sobe para 3600 k, resultando em um tom de luz menos amarelado, embora não seja branca ou azul.

Ao contrário das lâmpadas convencionais, a iluminação da Night Guide divide-se em 3 feixes de tonalidade distinta. (1) ao centro é projetada uma luz branca até 50% mais intensa que uma lâmpada comum que permite ao condutor visualizar melhor a pista de rolagem e enxergar objetos até 20 m mais adiante.

Philips Night Guide

(2) à direita é projetada uma luz azulada que auxilia na iluminação das sinalizações de trânsito e faixas da pista. (3) já à esquerda é direcionado um feixe amarelado que reduz o incômodo aos demais condutores. O intuito da lâmpada é reduzir o cansaço visual sentido pelo motorista ao dirigir à noite direcionando uma luz diferenciada adequado a cada posição. O acessório promete ainda uma vida útil de até duas vezes a de uma lâmpada convencional.

A luminosidade resultante destes modelos não alcança o mesmo patamar da iluminação halógena e tampouco é capaz de direcionar a luz para dentro de curvas, mas ao contrário destas, os acessórios da Philips podem ser aplicados a qualquer veículo sem adaptações ou restrições de uso no Brasil.

Xtreme Power ao lado da Night Guide

Motoristas que já adquiriram o produto comprovam sua qualidade perante as lâmpadas comuns e elogiam sua relação custo benefício, embora alguns se queixem que a cor da luz pouco se difere das lâmpadas convencionais é pouco perceptível. Fonte: opinião de compradores dos sites AmoMeuCarro.com.br e AutoZ.

A Xtreme Power e a Night Guide estão disponíveis nos tamanhos H1, H4 e H7 na voltagem 12 V e potência de 60/55 W. O preço do par oscila em torno de R$ 120,00 e os modelos já podem ser adquiridos em diversas lojas do ramo.

Mito ou Verdade: Colocar um imã perto do HD pode estragá-lo?

Brincar com um imã perto do computador pode realmente significar perda de dados ou danos ao hardware? Descubra aqui se isso é verdade ou se trata de um simples mito.

Quem está acostumado a lidar com o mundo da informática já deve ter ouvido histórias assustadoras sobre “amigos de amigos” que perderam todos os dados de seu disco rígido após brincar alguns instantes com um imã enquanto estavam sentados na mesa do computador. Outra lenda comum é a das pastas para carregar notebooks que destroem o computador do usuário através dos imãs presentes em sua fechadura.

Para colaborar, praticamente todo dispositivo vendido no mercado vem com um grande aviso alertando para os riscos de aproximar qualquer disco rígido de um imã, situação que poderá resultar em perda de dados e até mesmo danos físicos ao hardware. Porém, nenhuma dessas lendas ou avisos conseguem explicar a veracidade do fato, simplesmente se reduzindo a simples afirmação de que imãs e discos rígidos não combinam.

Afinal, qual a chance de um imã danificar um disco rígido?

Disquetes são bastante suscetíveis à influência magnéticaOs modelos mais antigos dos discos de gravação, que utilizavam uma tecnologia semelhante às dos disquetes, realmente sofriam com este problema. Caso deseje comprovar a fragilidade que estes modelos possuíam, faça o teste com um disquete qualquer (isso é, caso você ainda consiga encontrar algum para vender atualmente): alguns poucos segundos de exposição a um imã qualquer são suficientes para apagar qualquer dado contido no dispositivo.

Atualmente, a não ser que você utilize um imã extremamente poderoso, as chances de que brincadeiras com um simples imã de geladeira perto do computador possam ocasionar perda de dados ou danos ao hardware são ínfimas. Isso porque o campo magnético gerado por estes objetos é muito pequeno, incapaz de influenciar no campo gerado pelo próprio disco rígido.

Se a simples presença de um imã fosse suficiente para danificar o computador, nenhum disco rígido seria capaz de funcionar corretamente. Isso porque no próprio processo de fabricação são utilizados alguns dos tipos de imãs mais poderosos encontrados na Terra atualmente. Nos primeiros discos rígidos, a movimentação dos braços e cabeças de leitura era realizada utilizando motores de passo, os mesmo encontrados em drives de disquete. O problema destes discos era o constante desalinhamento e o limite de espaço, que não era muito alto.

Os discos mais recentes utilizam um mecanismo chamado voice coil, que trabalha com atração e repulsão eletromagnética. Um imã bastante poderoso de neodímio localizado na base do braço do disco rígido é responsável por realizar sua movimentação, permitindo que as cabeças de leitura façam seu trabalho. Esse sistema permite trabalhar de forma muito mais rápida e precisa do que os motores de passo, proporcionando um maior aproveitamento da densidade do disco rígido.

Imãs poderosos são utilizados na fabricação dos discos rígidos atuaisPara que um imã seja capaz de afetar os dados gravados, terá de ser poderoso o bastante para exceder a coercitividade do campo magnético que rodeia o dispositivo. A coercitividade é a capacidade de um material magnético manter seus imãs elementares em uma determinada posição fixa. Para que haja mudança nesta posição, é necessária a presença de um campo magnético externo mais forte. Quanto mais os imãs elementares resistem a esta mudança de posição, maior a coercitividade do material.

Um disco rígido comum possui coercitividade de alguns milhares de Oerteds (unidade que mede a indução magnética), o que significa que é necessário um campo magnético externo com a mesma intensidade para que haja a desmagnetização da peça. O imã presente em uma caixa de som sem proteção magnética, por exemplo, não terá coercitividade de nem mil Oerteds, não representando risco nem se o disco rígido estiver muito perto dela.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é a distância entre o imã e o disco rígido. O poder do campo magnético exercido por um imã cai drasticamente conforme ele é afastado do ponto de referência. Para ver este princípio funcionando na prática, é só tomar como exemplo um imã comum: ao aproximá-lo de moedas, estas são atraídas imediatamente para ele. Porém, experimente afastá-lo cerca de 10 centímetros e aparentemente nenhuma atração será exercida.

Mito desvendado

A não ser que você utilize um imã extremamente poderoso colocado encostado no disco rígido, é praticamente impossível que algum dado seja apagado por causa da influência de um simples imã de geladeira. Porém, como é muito complicado explicar todos os princípios físicos que estão em jogo para o consumidor comum de forma simples, é muito mais prático simplesmente assustá-lo, incluindo avisos de que o contato com qualquer imã pode significar danos ao dispositivo. Isto pode até ser verdade, mas depende de condições difíceis de acontecer em um ambiente doméstico.

Quando se trata de tecnologias ainda mais modernas, como memórias em SD ou CompactFlash, não há nenhum tipo de preocupação, pois eles são imunes à influência de campos magnéticos. Para que um imã fosse capaz de danificar um destes dispositivos, teria que ser poderoso o bastante para arrancar o ferro presente nas células de humanos. Porém, estas tecnologias são assuntos para outro artigo.

Novos eletrônicos: Dell Adamo Onyx

Design e desempenho são a combinação perfeita neste portátil da linha premium da Dell. Com menos de dois centímetros de espessura, o Onyx é um pouco pesado na bolsa, mas maltrata ainda mais o bolso.

Desde o Macbook Air que diversas empresas lutam para desenvolver computadores portáteis cada vez mais poderosos sem perder estilo. Com a linha Adamo, a Dell passa muito próximo de acertar em cheio. O computador é poderoso, com capacidade suficiente para servir de computador de escritório, e mesmo assim é nítida a preocupação com o design da carenagem.

Claramente voltado ao mercado de luxo – até mesmo pelo seu preço, de R$ 7999 pelo modelo básico – o Adamo Onyx é uma obra de arte em quase todos os sentidos.

Beleza e performance

O chassis do portátil é construído a partir de um bloco único de alumínio, de maneira muito semelhante aos novos MacBooks Unibody. O perfil do notebook é mínimo, graças à sua espessura de 1,65 centímetros, e o cuidado com os detalhes em todos os pontos do visual é extremo.

Detalhes do gradil do Adamo OnyxNa parte posterior da carenagem, por exemplo, um gradil perfurado no metal apresenta uma distribuição elegante de pontos. Na tela, além da marca Dell e da webcam, a cobertura de vidro ocupando todo o espaço dá uma sensação leveza especial à máquina quando aberta (ainda que um cuidado especial na utilização seja válido, para não enchê-la de marcas de dedo).

A Máquina

Tabela Dell Adamo Onyx

Não é só no design que o Adamo Onyx se mostra com classe. Contando com componentes potentes, mesmo as configurações básicas do portátil se mostrar capazes de uso profissional pesado. O processador Intel Core 2 Duo de 1,2 GHz com tecnologia Centrino pode não ser o mais veloz do catálogo da gigante dos chips, mas a Dell acelerou a máquina através do padrão de memória RAM DDR3, que funciona em alta frequência.

Para completar o conjunto dedicado à velocidade, o Adamo Onyx vem equipado com um SSD (Solid state drive) de 128 Gb no lugar do disco rídigo magnético mais comum. Além disso, o Adamo Onyx já tem preparado para rodar em 64 bits, também aumentando a capacidade de processamento.

Teclado do Adamo OnyxA bateria, pela especificação, aguenta cinco horas de utilização em cada ciclo de carga, mas testes de uso esgotaram as células em pouco mais de três horas. Para otimizar as cargas da bateria, o Adamo Onyx dispõe de sistemas de controle ambiental relativos à tela e ao teclado. Como ambos usam retro-ilumininação, em ambientes mais escuros o brilho de cada um muda. O teclado, nessas condições, fica mais claro e, portanto, fácil de visualizar. Enquanto isso o monitor WLED, para conservar energia e também aumentar o conforto na utilização, diminui a intensidade do brilho em ambientes mais escuros.

Sempre os detalhes

Adamo OnyxAlém de toda a poderosa configuração, alguns pequenos detalhes evidenciam o tratamento “luxo” da linha Adamo. Todos os conectores do computador estão localizados na parte de trás do chassis, escondidos pelo monitor quando este está aberto. Assim, o visual do aparelho durante sua utilização é muito mais agradável sem perder nenhuma funcionalidade.

O touchpad do Adamo Onyx tem capacidade multitouch, e ainda que não seja tão versátil quanto os da Apple, permite os controles de zoom, rolagem etc.

Nem tudo são flores

Naturalmente, uma máquina com limitações físicas como o Adamo Onyx teve, em seu projeto, algumas escolhas importantes a serem feitas. A grande maioria destas opções preferiu manter o fator de forma do computador, mesmo que em detrimento de sua performance.

Perfil do Adamo Onyx

Entre as principais faltas do Adamo Onyx está a ausência de uma placa de vídeo dedicada. Ainda que o processador de gráficos do portátil seja eficiente para grande parte dos usos, não possibilita exageros em jogos, e não aguenta vídeos em HD 1080p. Ainda assim, o rendimento gráfico do notebook é satisfatório.

Mais grave do que a falta de vídeo dedicado é a inexistência de drive ótico. Certo, existe a opção de um leitor externo, porém em um equipamento que pretende ser ultraportátil, a ausência do leitor de CD e DVD atrapalha a instalação de aplicativos e a criação de backups.

Em testes comprovou-se que o Adamo Onyx também tem um problema de ruído, uma vez que no espaço confinado de seu gabinete os ventiladores responsáveis pela refrigeração do computador ressoam muito alto. Isso inclusive tira um pouco do sentido pela escolha do SSD no lugar do disco magnético, já que uma das principais vantagens da memória em chips é o silêncio.

Em termos de design, não existe dúvida de que o Adamo Onyx é primoroso, mas ainda assim apresenta suas falhas. Abrir a tampa exige um pouco mais de esforço do que esperado em um aparelho desse valor e classe, provavelmente devido a ímãs superdimensionados, e a bateria não pode ser removida pelo usuário. Com isso, a prática comum a muitos executivos de carregar uma bateria extra para quando não houver tomada disponível fica impossibilitada, prejudicando a aceitação do notebook em seu mercado principal.

Mas o principal problema do Adamo Onyx em relação ao seu projeto é o peso. Com 1,8 kg, o computador da Dell é muito mais pesado que seu principal concorrente, o Macbook Air, que pesa 1,36 kg.

Enfim...

O Adamo Onyx é uma máquina respeitável para usos menos exigentes, e pode assumir perfeitamente a função de computador de escritório. Por ser um item de luxo, deve agradar especialmente a altos executivos e empresários, uma vez que marcas com esse alinhamento também emanam uma aura de prosperidade nos negócios que pode ser muito interessante durante uma reunião importante.

Fora desse nicho de mercado, entretanto, o preço elevado e principalmente o peso do computador comprometem sua aceitação.

Análise: Apple iPhone 3G

Conheça a fundo o iPhone 3G da Apple nesta análise completíssima.

Quando o mercado de players portáteis parecia não ter mais espaço para novas marcas, a Apple apostou forte em seus iPods que, hoje, são referências no mercado em qualidade, praticidade e até mesmo status. Bem, quando a empresa da maçã resolveu apostar em telefonia celular, não foi nada diferente.

Steve Jobs deixou bem claro no lançamento do primeiro iPhone: um iPod, um navegador web e um telefone: tudo junto, no mesmo aparelho. Apesar de isso, na verdade, nem ser tão inovador assim, Jobs apostou tanto no aparelho que hoje ele é um sucesso estrondoso de vendas e donos satisfeitos.

Nos Estados Unidos o preço do iPhone é muito mais acessível. Mas, aqui no Brasil, é um tanto quanto complicado abrir o bolso para comprar o magnífico aparelho. Tanto é que, para alguns, ter um iPhone significa até ter status. Mas será que o celular é só isso mesmo? Nessa análise vamos mostrar cada pixel do iPhone 3G (a segunda geração do aparelho) e você poderá ver se o celular da maçã vale cada centavo gasto.

Especificações técnicas

Antes de tudo, vamos dar uma boa olhada "dentro" do iPhone 3G.

Especificações do iPhone 3G

Embalagem e conteúdo

A caixa do iPhone e o celular.Como a Apple bem entende, a experiência ao comprar um produto deve ser a mais completa possível. Assim como a Microsoft, a empresa sempre afirmou que a embalagem com certeza faz parte do produto. E isso certamente é perceptível ao se ver a caixa em que vem o iPhone 3G.

Em uma espécie de cubo, a caixa traz dentro, devidamente embrulhados, todos os acessórios do celular: um cabo USB, um adaptador de tomadas, um manual bastante básico (que retomaremos depois), uma ferramenta para ejetar o chip GSM no topo do aparelho (é uma espécie de clipe), uma flanela para limpeza do aparelho, fones de ouvido e um adesivo da Apple.

Os acessórios são todos na cor branca. O cabo USB talvez seja curto demais para o computador. E o manual dá instruções "básicas demais". Ou seja, é uma afirmação da própria Apple do quão intuitivo é o aparelho — as instruções são só para você começar a usar.

A caixa e os acessórios.

Construção, design e acabamento

iPhone lateralA gigantesca vantagem dos touchscreens é justamente o fato da tela ser muito maior. É o caso do iPhone, que tem uma resolução de 320x480 pixels. No começo parece um tanto quanto estranho, pois o celular traz apenas alguns botões.

Logo abaixo da tela há o Home, que serve para sair dos programas e voltar para a tela inicial. No topo do celular, há o botão para bloquear/ligar/desligar o celular. Caso você dê um clique, ele vai bloquear. Caso você o segure, o celular vai para a tela de desligamento.

Os outros botões ficam no lado esquerdo: um deles é uma espécie de interruptor para deixar silencioso ou normal (o que facilita muito, pois você não precisa passar por vários menus); já os outros dois botões referem-se ao aumento e à diminuição do volume do celular. Todos os botões do celular podem ser facilmente apertados e têm ótimo acabamento.

Na parte traseira encontram-se a câmera (levemente no canto), informações de fabricação e a logo da Apple. Vale lembrar que o iPhone 3G pode vir em duas cores na traseira: branca e preta (diferenciando-se da primeira geração do iPhone, que era de prateada). A frente é sempre a mesma, preta, contando com bordas cromadas. Quanto aos cabos: o fone de ouvido é plugado em cima, e o USB embaixo.

O design do aparelho é muito bonito e é facilmente um dos pontos mais fortes dele, pois permite que se segure facilmente o celular com uma das mãos, utilizando então a outra para acessar as funcionalidades. É uma pena que a tela fique suja tão facilmente com marcas dos dedos.

As duas cores do iPhone

Bateria

A Bateria do iPhone durará uma quantidade de tempo bastante variada conforme o usuário. O que principalmente consome muito no celular: brilho alto na tela, Internet, jogos e aplicativos, música nos alto-falantes, notificações em push (isso deixa aplicativos em segundo plano) e vídeos.

Ou seja, se você gosta de usar todas as funcionalidades, prepare-se para carregar o aparelho todos os dias. Caso você use muito moderadamente o celular (o que é difícil de acontecer em um iPhone), a bateria durará em média dois ou três dias.

Interface do Sistema

Tela principal do celular.Ao segurar o botão superior para ligar o aparelho, a simpática maçã aparece na tela indicando a inicialização do sistema (assim como no Mac OSX). Essa inicialização não costuma demorar, a não ser que você tenha cerca de 100 aplicativos (ou mais) instalados. Se for o caso, o aparelho pode demorar cerca de um minuto e meio para carregar.

Assim que ele é inicializado, a primeira tela do iPhone 3G é a mais clássica do aparelho, contando com o relógio, data, papel de parede ao fundo e um botão que deve ser arrastado da esquerda para a direita sobre um espaço que diz "desbloquear" (ou, "slide to unlock", em inglês).

Os aplicativos são divididos em pequenos e bonitos ícones na proporção 4 x 4 (quatro na vertical e 4 na horizontal). Isso sem contar, é claro, dos básicos ícones localizados na parte de baixo da tela (telefone, mensagens, email e Safari). Para reorganizar os ícones, basta pressionar e segurar qualquer um deles, até que comecem a tremer. Quando terminar, pressione Home.

Primeiro menu.Os aplicativos, conformem são instalados, vão criando novas "páginas". Essas páginas são trocadas deslizando o dedo na tela da direita para a esquerda. Não há exatamente um número básico de aplicativos que podem ser instalados, pois quando o limite de ícones que aparecem é excedido, basta encontrar o ícone usando a busca universal.

Essa busca é acessada antes do primeiro menu, como se fosse a página zero. Através dela é possível encontrar absolutamente qualquer coisa que tenha em seu celular, bastando digitar uma palavra-chave. Não importa: músicas, vídeos, emails, contatos ou games.

O acelerômetro do celular desempenha uma função bastante interessante. Quando você vira o celular, deixando-o na horizontal, alguns aplicativos (como email, anotações, navegação e vários outros) mudam a sua orientação também. Assim, o teclado acaba ficando maior, o que facilita na hora de digitar.

Digitando uma anotação.

Funções básicas (telefone e SMS)

Os celulares de hoje trazem tantas funcionalidades que esquecemos do básico. O telefone pode ser acessado através do ícone localizado na parte de baixo do menu. É possível adicionar uma lista de contatos favoritos, ver as últimas ligações, acessar a sua agenda, correio de voz e, finalmente, abrir o teclado numérico.

Telefonando para um contato.Não há nenhum segredo no teclado numérico, basta digitar o número e clicar em Ligar. Quando uma ligação está em andamento, você verá um menu com as opções: deixar mudo, ativar teclado, alto-falante, adicionar alguém na chamada, colocar em espera, abrir contatos e desligar a chamada.

Interessantemente, há também um sensor de proximidade, para que quando você encostar o telefone na face, o celular desabilite a tela e você não clique em funções sem querer durante a chamada.

As mensagens de texto podem ser acessadas através do ícone Mensagens. Caso você tenha recebido algum torpedo recentemente, o aplicativo vai direto para a última mensagem. Mas, basta clicar em Voltar. Para escrever uma nova mensagem, basta clicar em um ícone no canto superior direito. É possível adicionar vários destinatários e escrever uma mensagem "sem limite de caracteres" (isso depende da operadora e do celular que receberá).

Câmera

O uso da câmera é tão simples quanto a maioria das funções do iPhone 3G. Para tirar uma foto, tudo que você tem a fazer é abrir o aplicativo e, quando a imagem obtida pela câmera aparecer, pressionar o ícone de câmera. Se você virar o celular na horizontal, o acelerômetro vai detectar e a foto será salva automaticamente na orientação certa.

Conforme as fotos são tiradas, elas são colocadas no rolo da câmera. Elas podem ser vistas através do ícone que aparece no canto após tirar uma foto ou através do aplicativo Fotos, no menu do iPhone. Elas podem ser vistas uma a uma manualmente ou através da apresentação de slides. E, para dar zoom, basta usar o movimento de pinça (colocar dois dedos sobre a tela e afastá-los para as extremidades).

Foto tirada de dia. Foto tirada à noite.

(clique nas imagens para ampliar)

Infelizmente, a qualidade não é a melhor de todas, já que o celular só suporta 2 megapixels. Além disso, o foco da câmera não é dos melhores, e basta um pouco menos de visibilidade para que a foto fique toda granulada. É um dos pontos mais fracos do iPhone 3G.

iPod (músicas e vídeos)

Ao sincronizar as suas músicas e vídeos da biblioteca do iTunes para o iPhone, é aqui que tudo vai aparecer. Para ouvir alguma música, tudo que você tem a fazer é escolher como quer fazer isso. É possível procurar por artistas, músicas, álbuns, estilos ou listas. Você também pode virar o iPhone e procurar por álbuns no modo Cover Flow, uma navegação prática e cheia de estilo.

Modo Cover Flow.

Ao começar a ouvir uma música, você verá na tela controles de reprodução, volume, repetir, ativar reprodução aleatória e criar uma lista Genius. Para quem não conhece, a opção Genius permite que seja criada uma lista cheia de músicas semelhantes à uma de sua escolha. A qualidade do áudio é excelente, mas é claro que depende muito dos arquivos de origem.

Assistir vídeos e filmes também é um dos pontos fortes do aparelho. Apesar da tela parecer não ser tão grande, aqueles que não tiverem problema com isso conseguirão assistir a um filme tranquilamente. Ideal para uma viagem longa, por exemplo. A performance, em geral, tanto para músicas quanto para vídeos, é ótima. O tempo de você mandar o celular executar e a música ou o vídeo começarem é bastante curto.

Assistindo filmes.

Navegando na Internet

O navegador do iPhone é o Safari, mas mesmo assim é possível baixar outros alternativos, os quais vêm com funcionalidades diferentes. O Safari do iPhone é bastante simples, dividindo-se em apenas alguns recursos. No topo, é possível digitar o endereço da página, ou fazer uma busca. Também é possível atualizar ou parar o carregamento de uma página, através de um pequeno botão ao lado do endereço.

Navegando no Safari.Na parte de baixo você encontra botões para voltar e avançar a página e um para adicionar aos favoritos (ou à tela de início). Também há uma função para ver seus marcadores e para visualizar as abas que estão abertas.

A conexão será crucial para uma navegação confortável. Se você estiver usando EDGE, com certeza vai sentir uma lerdeza enorme. Com o 3G, já é possível ver as páginas relativamente bem. Mas, caso você utilize uma conexão Wi-Fi de alta velocidade, com certeza poderá navegar tranquilamente.

As páginas abrem exatamente como no computador, exceto quando há algum elemento em Flash. Pois é, o Safari não tem nenhum suporte a qualquer coisa que seja criada em Flash. A não ser vídeos do YouTube, pois ele tem suporte nativo e um aplicativo próprio para isso. Fora isso, o navegador também apresenta preenchimento automático e guarda senhas. O zoom pode ser dado usando movimento de pinça (como nas fotos) e basta dois toques em qualquer texto para que ele se ajuste à tela.

Sistema de Posicionamento Global (GPS)

O iPhone traz um aplicativo nativamente que é o Google Maps. Ele usa o GPS, permitindo que você se localize no mapa clicando em um botão em forma de alvo. E, conforme você se movimentar, a atualização é feita, com a “bolinha” do programa passando pelo mapa junto.

O problema é que isso não é feita de maneira muito rápida, não podendo confiar muito nesse sistema de posicionamento. Nem sempre ele consegue indicar exatamente o local em que você está no momento. Além disso, é necessária conexão com a Internet para que o mapa seja aberto, pois ele baixa direto do Google Maps. Mas, ainda assim, você pode tentar baixar outros aplicativos GPS e experimentá-los.

AppStore (aplicativos e games)

O iTunes criou o que é chamado de AppStore. Trata-se de uma loja virtual com aplicativos para vários produtos da Apple, incluindo iPods e, é claro, o iPhone. Divididos em categorias e subcategorias muito variadas, os aplicativos são feitos por vários desenvolvedores, a partir de um kit de desenvolvimento da Apple.

Você encontra programas para tudo: GPS, suítes de aplicativos de escritório, leitores de gibis, simuladores de tela quebrada, mesas de sons, instrumentos musicais (piano, ocarina, bateria e vários outros), programas para controlar o computador remotamente, redes sociais (Facebook, MySpace e Twitter) e muitos outros. Alguns aplicativos são pagos, mas há vários que são gratuitos.

E, o que muita gente duvidava, acabou acontecendo: o iPhone conseguiu se firmar como uma plataforma de games. Os jogos variam da mesma maneira que os aplicativos, tendo vários que são casuais, como os de juntar pedras e os Tetris, assim como alguns que chegam quase a ser mais hardcore, como o Gangstar (uma espécie de GTA), Need For Speed Undercover, The Sims 3 e Modern Combat: Sandstorm (jogo de tiro em primeira pessoa).

The Sims 3 e Need for Speed Undercover.

Os games costumam ser bastante acessíveis, com valores baixos para compra. Entretanto, isso não afeta a qualidade, pois há muitos jogos com bons gráficos, alta interatividade e bastante diversão. A interatividade se dá, principalmente, com o uso dos acelerômetros e a tela de toque. Para um jogo de corrida, por exemplo, basta inclinar o celular para os lados para virar o carro (como no Nintendo Wii).

É uma pena que os jogos não são comercializados na App Store do Brasil, sendo necessário criar uma conta internacional no iTunes, como na Argentina ou nos Estados Unidos para poder comprá-los.

Gangastar e Combat Sandstorm.

Conclusão: vale a pena?

O iPhone acabou sendo um objeto que significa status para muitas pessoas. Entretanto, é inegável que o celular traz uma quantidade extremamente grande de utilidades (e inutilidades também). Divertido, fácil de usar e bastante interativo, a quantidade de aplicações é um dos pontos mais fortes dele.

Se você procura um celular com várias funcionalidades, variedade em aplicativos e interface intuitiva, o iPhone é ideal. Mas, devido aos preços altos, nem sempre é possível. E, como já há um novo lançamento — o iPhone 3GS — às vezes é uma boa ideia juntar um pouco mais de dinheiro e comprar o novo modelo, com mais potência de processador e memória.

Isso porque o celular se firmou como uma plataforma de jogos viável. Bem, é claro que nem todo mundo gosta de usar a tela de toque para jogos, pois um joystick faz bastante falta, mas jogos que são bem feitos permitem uma boa jogabilidade.

Ou seja, se você procura apenas um celular com uma câmera boa, ou funções muito básicas, o iPhone 3G não é mesmo o melhor aparelho para você. Mas, se você gosta de um smartphone rápido e cheinho de aplicativos, com um bom suporte a vídeos e músicas e navegação 3G, ele é uma excelente aquisição.