domingo, 27 de dezembro de 2009

Conheça a E-Skin, a tecnologia que poderá deixar eletrônicos de qualque cor

Imagine que você poderá mudar a cor do seu celular ou tocador MP3 com o toque de um botão. E não somente a cor do display, mas de todo o aparelho. Pense mais além, imagine um quarto onde será possível mudar a cor das paredes e das janelas conforme a necessidade de luz e o clima do ambiente. Estas ousadas propostas fazem parte do mais novo passo do projeto E-Paper da Philips: a E-Skin (traduzido literalmente como pele eletrônica).

E-Skin é uma evolução do E-Paper (papel eletrônico). Resumidamente, um papel eletrônico é o conjunto de duas folhas de plástico flexível com milhões de minúsculas partículas pretas e brancas entre elas, suspensas em um fluido transparente. Aplica-se uma carga elétrica e as partículas se movimentam para ativar ou desativar um ponto da tela, gerando palavras e imagens.

A pele eletrônica desenvolvida pela Philips.O papel eletrônico é monocromático, e cada pixel é controlado individualmente para exibir o texto, enquanto a pele eletrônica controla grupos de pixels, o que o torna ideal para exibir blocos de cores, padrões e gráficos simples. Cada pixel pode ser transparente ou não, o que possibilita ainda o controle de saturação e sombra. Ou seja, o E-Skin é uma película de plástico que recebe as partículas e as exibe com a cor desejada.

Nas palavras da própria Philips, a pele eletrônica é uma tecnologia de camaleão para mudar a cor de um aparelho e até mesmo de todo um ambiente. E o melhor: com economia no consumo de energia, feito possível porque o E-Skin não emite luz, e sim a reflete. Elise van den Hover, professora de Design Industrial na Universidade de Tecnologia de Eindhoven, na Holanda, diz que “a tecnologia não precisa de muita energia de baterias e é realmente uma pele leve que não aumenta o peso de um objeto”.

E é exatamente pela leveza e simplicidade de uso que a possibilidade de levar esta tecnologia além não é nada impossível, pelo contrário. A pele eletrônica, em ambientes maiores, pode ser ótima para ajustar um quarto a uma temporada, como vitrines de lojas. Até mesmo as janelas podem funcionar de acordo com a quantidade de luz natural, permitindo somente a entrada necessária de luz e mantendo o calor fora do ambiente, diminuindo a necessidade de ar condicionado, por exemplo.

Impressão artística de futuras aplicações da pele eletrônica. Foto: PhilipsFoto: Philips

Em um video game, por exemplo, a cor do dispositivo poderia se adequar ao clima do desafio: sombrio para os momentos mais tensos e colorido para os mais divertidos. Para as mulheres, um celular cairia perfeitamente com qualquer roupa, pois a combinação entre os dois seria fácil. Na cozinha, a garrafa térmica poderia indicar a temperatura do conteúdo através da mudança de cor.

A aparência de uma pele eletrônica é de tinta.Em um hospital, as salas poderiam ser adequadas para deixar os pacientes mais tranquilos. Para prédios, a pele pode exercer um papel fundamental para amenizar os efeitos do clima. Prédios em países quentes podem usar pele branca para refletir a luz, enquanto os países frios podem utilizar pele preta para absorver o máximo de calor.

Como afirma Kars-Michiel Lensse, cientista da área de pesquisas da Philips, “a primeira aplicação usando a tecnologia pode ser E-Skins para aparelhos pequenos como tocadores MP3 ou celulares. No entanto, a tecnologia é altamente escalável. No futuro será possível usar E-Skins para trazer novas cores e uma nova aura ou ‘vibe’ a equipamentos muito maiores”.

Não é a primeira vez que a possibilidade de alterar a cor de um dispositivo é cogitada. Em junho de 2009, a Kent Displays exibiu um celular que trocava de cor entre oito opções diferentes utilizando a tecnologia chLCD – Display de Cristal Líquido Colestérico, uma variação do LCD que pode se moldar a qualquer objeto.

A E-Skin foi apresentada na IDW – International Display Workshops – de 2009, mas não há previsão de quando ela pode ser aplicada como se imagina.

Celular com dois sistemas operacionais?

Máquinas virtuais já não são novidade alguma no mundo dos PCs. Desde programas caros e complexos como o Parallels Desktop até iniciativas de código livre como o VirtualBox, usar um sistema operacional “dentro” de outro é - além de fácil - prático e comum em alguns ambientes. Desenvolvedores multiplataforma, por exemplo, são grandes usuários desse tipo de adaptação.

Com os smartphones, a distância entre um computador e um telefone também diminui gradativamente. Se antes era difícil até mesmo escrever os nomes de seus contatos em um tecladinho alfanumérico, hoje com teclados QWERTY - físicos ou virtuais - é possível escrever documentos extensos sem grandes problemas.

Assim sendo, por que não arriscar transportar tecnologias? Os netbooks são uma tentativa de aproximar os computadores da portabilidade obtida com um celular, e agora a VMWare - empresa que se dedica quase exclusivamente ao desenvolvimento da tecnologia de máquinas virtuais - começou o caminho contrário.

Com seu novo projeto - o VMWare MVP (Mobile Virtualization Platform - plataforma de virtualização móvel) - os desenvolvedores da empresa levam aos smartphones a possibilidade de rodar ao mesmo tempo dois sistemas em um único aparelho.

Apesar de tradicionalmente consideradas como sinônimo de queda de performance, as máquinas virtuais - quando devidamente configuradas - não atrapalham muito o desempenho do equipamento. No caso de aparelhos celulares, que normalmente têm processadores um pouco mais fracos, isso poderia ser um problema grave.

Felizmente as fabricantes costumam colocar dois processadores nos aparelhos celulares - graças a uma exigência da FCC (Federal Communications Commision - comissão federal de comunicações americana) - sendo um deles dedicado exclusivamente ao controle da antena de telefonia. O segundo chip, portanto, ficaria responsável por processar o sistema operacional do telefone e seus aplicativos - entre eles a máquina virtual.

Vantagens

Certamente um sistema de virtualização não seria bem aproveitado em aparelhos não smartphones, tanto pela limitação de entrada - teclados restritos, apesar de alguns telefones inteligentes também sofrerem deste mal - quanto pela pouca capacidade de processamento.

Como os principais clientes - por enquanto - desta categoria de aparelhos são empresas que os fornecem a seus executivos e altos funcionários, uma das principais vantagens seria a possibilidade dessas pessoas manterem uma conta particular no mesmo aparelho, sem necessitar de dois chips GSM para isso - uma vez que poucos telefones suportam essa configuração - e principalmente sem comprometer a segurança dos dados hospedados no perfil profissional.

Outro ponto importante faz muita diferença para o consumidor, porém o maior beneficiado é o desenvolvedor. Em um dos testes da VMWare, a empresa colocou para funcionar um aplicativo do Android dentro do Windows CE, com uma máquina virtual de menor capacidade gerenciando apenas o programa. Se isso chegar ao consumidor, acaba o problema de “tem versão para BlackBerry? E para Symbian?” para qualquer aplicativo menos, naturalmente, a própria engine de virtualização, chamada pela VMWare de hypervisor.

Ressalvas

Apesar de ser uma tecnologia promissora - e comprovadamente interessante para o usuário, pela experiência com PCs - a virtualização de sistemas operacionais em celulares vai esbarrar em algumas dificuldades.

A primeira delas é o desinteresse dos fabricantes. Como alguns deles - principalmente a Apple - dominam com mão de ferro quais aplicativos estão disponíveis para seus smartphones, dificilmente colaborariam de fato com uma iniciativa dessa natureza.

Semelhante a isso, um outro problema é a compatibilidade dos sistemas operacionais para celular atuais com o aparato de virtualização. Como foi dito antes, a tecnologia favorece o desenvolvedor de aplicativos, pois ele para de depender de versões, diferentes sistemas etc., desde que a máquina virtual exista para cada SO usado. Aliado ao pouco interesse das empresas fabricantes, o mercado de virtualização móvel se inicia bastante restrito.

Porém, o maior desafio a ser enfrentado pela VMWare - e outras empresas que porventura entrem neste barco - é a falta de necessidade real pela tecnologia. Claro que ter aplicativos de Android, por exemplo, rodando em um aparelho da RIM - fabricante dos BlackBerry - porém tirando o fator “que legal!”, não existe de fato demanda para isso.

Enfim...

Só resta esperar para ver até aonde isso vai. A tecnologia existe, ainda que nos primeiros estágios em termos de celulares, e parece muito interessante. O usuário médio pode até não se aproveitar da mesma, mas empresas e hard users certamente se beneficiariam mais das possibilidades criadas a partir da virtualização. O fato é que só o tempo – e as pressões do mercado – poderão decidir o destino das máquinas virtuais em aparelhos celulares.

Novos Eletrônicos: Sony Vaio L Series

A nova moda ao falar de computadores neste ano sem dúvida remete aos modelos all-in-one (tudo em um). Para quem ainda não conhece, nesses PCs todos os componentes - processador, placa-mãe, memória, HD - são colocados dentro do monitor, o que dá um belo visual para o conjunto e poupa bastante espaço.

Neste artigo falaremos da nova linha de PCs all-in-one da Sony. Intitulada de L series, apresenta um belo visual e um conjunto de hardware dificilmente encontrado em outras marcas atuais. Confira abaixo um pouco mais sobre o melhor que um all-in-one pode oferecer.

VAIO L Series All-in-One Touchscreen

Este é o nome da nova linha de computadores tudo em um da Sony. Por enquanto há três modelos disponíveis no site oficial da empresa e nada pode se afirmar sobre a chegada dos produtos no Brasil, embora isso deva ocorrer nos próximos meses.

Todos os modelos apresentam um belo monitor de 24 polegadas com resolução de 1920 X 1080 pixels. Dentro dele são colocados todos os componentes. É possível comandar as funções principais da máquina através do sistema touchscreen que as versões apresentam, a partir de toques na tela. Logo abaixo listamos as versões já disponibilizadas pela Sony:

VPCL116FX/B

Este modelo é o mais avançado da série e conta com componentes de altíssimo desempenho. Ele é indicado para quem precisa de uma estação multimídia completa e não quer nada menos do que o melhor que há em um all-in-one: filmes em Blu-ray, entrada HDMI e desempenho excepcional para jogos. Confira abaixo a lista de especificações:

VPCL111FX/B

Se você não faz questão de ter os melhores componentes disponíveis em um all-in-one e gostaria de ter as mesmas possibilidades do modelo anterior, esta é a versão mais indicada. Por 500 dólares a menos você também conta com tela touchscreen e leitor de Blu-ray, além das seguintes configurações:

VPCL112GX/B

O terceiro e último modelo conta com basicamente as mesmas configurações do anterior. As únicas diferenças são quanto à falta do leitor de Blu-ray e a presença do Windows 7 Professional no lugar do Home Premium. Se essas mudanças são decisivas para você, o modelo pode ser o mais indicado.

Os tudo em um vieram para ficar!

O mercado dos computadores all-in-one está em alta e diversas empresas já lançaram modelos para todos os perfis de usuários. O belo visual das máquinas e o desaparecimento do gabinete são características que cativam cada vez mais usuários pelo mundo. A Sony chega com a nova série Vaio L para mostrar que não está de brincadeira e oferece algumas das melhores configurações já vistas no segmento.

Tela em 24 polegadas de alta resolução e função touchscreen; teclado e mouse sem-fio controlados por Bluetooth; excelente combinação de processador, memória, HD e placa de vídeo. Todas essas qualidades prometem acirrar ainda mais a disputa pela preferência dos usuários, que já contam com um bom leque de opções para os PCs tudo em um. No Brasil os modelos Vaio L ainda não chegaram, mas há boas esperanças de que isso ocorra em breve.

domingo, 18 de outubro de 2009

Quais são as novidades do DirectX 11?



Não adianta discutir, o DirectX é a melhor tecnologia para produção e reprodução de gráficos tridimensionais em jogos para computador. A API da Microsoft já tem mais de dez anos e ao longo do tempo, este pacote de soluções para programadores (e jogadores) evoluiu muito. Este ano a Microsoft irá lançar a versão final do DirectX 11, o qual deve vir junto com o lançamento do Windows 7 e poderá ser utilizado — através de uma atualização — pelos usuários do Windows Vista.

O Baixaki não poderia deixar de lhe informar as principais novidades da 11ª versão do DirectX, por isso criamos este artigo que mostrará novidades, jogos e placas que serão compatíveis com o DirectX 11.

Tessellation

O primeiro recurso que iremos abordar é a introdução do Tessellation. A Tessellation (algo como Tecelagem, numa tradução livre para o português) é uma técnica utilizada para reduzir as imperfeições nas imagens tridimensionais. Quem já assistiu animações no cinema (filmes como Toy Story e outros) ou os vídeos de introdução presentes na maioria dos jogos, já viu o que a Tesselation faz.

Esta técnica demorou em chegar ao DirectX, porque ela exige um potencial muito grande de hardware para ser reproduzida em tempo real. Agora que as placas já estão devidamente preparadas, a equipe de desenvolvimento do DirectX decidiu incluir a técnica para ser utilizada em jogos. A Tessellation funciona de um modo relativamente simples, acompanhe nossa explicação.

Os objetos em um jogo tridimensional, ou de uma cena de animação em 3D, são compostos de vários polígonos. Normalmente eles são feitos por vários triângulos, de modo que ao juntar tudo eles formam um objeto em três dimensões. Isso já era comum em qualquer jogo, contudo com o novo DirectX e a técnica Tessellation, este número de polígonos irá aumentar significativamente, o que garantirá objetos, gráficos, personagens e paisagens com um número menor de imperfeições. Veja abaixo algumas demonstrações e vantagens da Tessellation.

  • Roupas dos personagens melhor produzidas

Detalhes notáveis nas roupas

  • Personagens melhor desenhados

Personagem do jogo Alien vs Predator com milhares de polígonos

Confira também um vídeo que a AMD criou para demonstrar a aplicação do Tessellation na criação de personagens.

  • Água muito bem detalhada

Além desses exemplos, a técnica Tessellation permitirá a introdução de ambientes e cenários ainda mais reais, um incrível suporte a cenas com uma quantidade de imensa de personagens (os quais serão bem mais detalhados) e muitos outros recursos. Antes de continuar falando sobre as novidades do DirectX 11, queremos compartilhar um vídeo que mostra a incrível qualidade que o DirectX 11 poderá obter.

Multi-Threading

Este recurso já existia no DirectX 10, mas nem sempre era utilizado. Com a introdução do DirectX 11, o Multi-Threading foi aprimorado, de modo que agora ele faz muita diferença. Para quem não conhece, o Multi-Threading é uma tecnologia que faz a GPU auxiliar a CPU. Esta tecnologia faz com que as placas de vídeo recebam múltiplas tarefas para realizar enquanto o processador principal está efetuando outras atividades.

Vale salientar que tal tecnologia fará melhor proveito tanto das novas placas com múltiplos núcleos, como dos novos processadores com quatro ou mais núcleos. A Multi-Threading deve melhorar significativamente o desempenho nos jogos mais recentes, o que será perceptível pela velocidade (FPS) dos games.

Compute Shaders

Compute Shaders é um conjunto de programas que pode ser utilizado para melhorar significativamente os detalhes dos gráficos tridimensionais. Esta tecnologia poderá utilizar uma série de novos recursos para aprimorar os gráficos. Começando pela melhora na iluminação (transparência independente de cada objeto, Ray-tracing), nas sombras (as sombras obedecerão a iluminação e irão ficar muito mais parecidas com o que você vê na vida real). Confira um vídeo que demonstra um teste do site Guru3D com as placas novas da ATI.

Além disso, o conjunto de Compute Shaders trará o recurso de campo de profundidade, em que o jogador verá nitidamente a mudança de foco conforme o objeto que esteja sendo observado. Fora isso, com esta novidade o DirectX deve ter um ganho significativo na quantidade de detalhes nos ambientes, ao utilizar a combinação entre iluminação e sombreamento.

Veja a imagem abaixo, retirada do vídeo de demonstração da AMD. A personagem mascote da ATI ficou quase real nesta imagem, sendo que ela foi toda criada com os recursos do DirectX 11. Repare bem no cabelo, nos olhos e até nos detalhes da pele.

Impressionante!

Jogos que utilizarão o DirectX 11

Evidentemente, até o momento não existem jogos disponíveis no mercado dos games que utilizem o DirectX 11. Contudo, a partir do mês de Outubro, alguns jogos começarão a introduzir aos jogadores as novidades do DirectX. O número de games que usufruirão do DirectX 11 deve aumentar logo, porque os desenvolvedores de jogos começarão a investir na produção de novos títulos com tal tecnologia.

Abaixo colocamos alguns vídeos de novos jogos que utilizarão a nova versão do DirectX, confira.

  • Aliens vs. Predator

Confira mais detalhes sobre o jogo Aliens vs Predator no Baixaki Jogos

  • DiRT 2

Confira mais detalhes sobre o jogo DiRT 2 no Baixaki Jogos

  • S.T.A.L.K.E.R. - Call of Pripyat

Confira mais detalhes sobre o jogo S.T.A.L.K.E.R. - Call of Pripyat no Baixaki Jogos

Placas de vídeo compatíveis

Até um mês atrás não se sabia muito sobre as placas de vídeo com suporte ao DirectX 11. Todavia, agora já temos bons exemplos de itens de hardware capazes de trabalhar com as novas tecnologias. Assim como ocorreu com o DirectX 10.1, novamente a AMD saiu na frente e mostrou a primeira placa compatível com a 11ª versão do DirectX.

A série ATI Radeon HD5800 deve ser totalmente compatível com o DirectX 11, mas até o momento a AMD só divulgou duas placas desta série (confira imagens abaixo). O Baixaki já divulgou um artigo sobre a nova ATI Radeon HD5870, o qual você pode conferir clicando aqui.



As novas placas da AMD são totalmente compatíveis com o DirectX 11!


Comece a economizar

Os jogadores e entusiastas que adoram gráficos estonteantes devem já começar a guardar dinheiro para a compra das novas placas. Ainda não foi definida a data de chegada destas placas aqui no Brasil, mas especula-se que no começo do ano que vem, ambas as fabricantes devam lançar suas placas por aqui. Os preços devem ser superiores a R$ 1.500,00 reais, sendo provável que hajam modelos de duplo núcleo que superem o valor de R$ 2.000,00 reais facilmente.

Preparado para encarar o DirectX 11?

O que você achou do novo DirectX? Qual a novidade que você pensa ser a mais interessante? As evoluções compensam o investimento numa placa de tão alto valor? Opine a respeito, sua participação é muito importante para nós.

Call of Pripyat